Grupo Mexicano ASUR Assume Confins e Pampulha e Promete Nova Fase para o Transporte Aéreo Mineiro

A transação, avaliada em R$ 11,5 bilhões, é considerada a maior do setor aeroportuário mundial e transfere ao grupo ASUR a operação de 20 aeroportos, com a expectativa de maior internacionalização e investimentos em Minas Gerais.

Belo Horizonte, MG — Os aeroportos internacionais de Confins e da Pampulha, dois dos principais terminais aeroportuários da Região Metropolitana de Belo Horizonte, entram em uma nova fase após a venda da participação da Motiva (antiga CCR) para o grupo mexicano ASUR, que assume a operação por R$ 11,5 bilhões.

O negócio, considerado a maior transação aeroportuária em andamento no mundo, marca uma mudança significativa no cenário da aviação civil brasileira e insere Minas Gerais no portfólio de uma gigante internacional do setor.

A concessionária Motiva, que controla 20 aeroportos no Brasil e no exterior, vinha operando Confins desde 2014 e Pampulha desde 2021. Agora, a ASUR passa a ser responsável por toda a estrutura operacional dessas unidades, incorporando ainda outros terminais estratégicos, como Curitiba e Goiânia.


Expectativas de Internacionalização e Investimento

Os aeroportos administrados pelo grupo movimentam cerca de 45 milhões de passageiros por ano e operam mais de 200 rotas regulares. Especialistas apontam que a chegada do grupo mexicano pode gerar um aumento na competitividade do sistema aéreo brasileiro, com a possibilidade de:

  • Novas rotas
  • Maior internacionalização
  • Investimentos em estrutura e tecnologia

Com isso, espera-se a modernização dos principais portões de entrada e saída de Minas Gerais.

O processo de venda atraiu o interesse de mais de 20 grupos internacionais, o que demonstra o peso e a visibilidade dos ativos mineiros no cenário global de logística e infraestrutura. A operação, contudo, ainda depende do aval dos órgãos de controle e defesa da concorrência, que devem se manifestar ao longo de 2026. Até lá, as responsabilidades legais permanecem sob administração da Motiva, que dará início ao processo de transição gradual até a entrega definitiva da operação.

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