Minas Gerais Inicia Oferta Inédita de Testes Moleculares para Enfrentamento da Hanseníase

Ação faz parte do “Janeiro Roxo” e será executada pela Funed. Novo exame aumenta precisão do diagnóstico e agiliza o início do tratamento gratuito, que interrompe a transmissão logo na primeira dose.

Minas Gerais — No marco da campanha Janeiro Roxo, mês de conscientização sobre a hanseníase, o Governo de Minas Gerais anunciou um avanço tecnológico fundamental para a rede pública de saúde. A Fundação Ezequiel Dias (Funed) passa a realizar, de forma inédita no estado, testes moleculares para o diagnóstico e acompanhamento da doença.

Anteriormente, as análises de maior complexidade ficavam concentradas em apenas três laboratórios de referência no Brasil. Com a descentralização para o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-MG), o tempo de resposta para os pacientes mineiros será drasticamente reduzido.


Diagnóstico Preciso e Precoce

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa que afeta pele e nervos periféricos, mas que ainda sofre com o estigma e o diagnóstico tardio. Em 2025, Minas Gerais registrou 1.080 novos casos.

  • Capacidade: A Funed está preparada para realizar cerca de 500 exames ao longo de 2026.
  • Foco: O teste molecular é essencial para definir a conduta terapêutica em casos complexos e para monitorar pessoas que convivem com pacientes diagnosticados (contatos).

O Papel da Atenção Primária

O secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, reforça que a porta de entrada para o tratamento continua sendo a Unidade Básica de Saúde (UBS) de cada município. “Qualquer pessoa que perceba manchas na pele ou alteração de sensibilidade deve procurar a unidade de saúde. O diagnóstico é clínico, o tratamento é gratuito e garante a cura”, destaca.

Sintomas que Exigem Atenção

De acordo com especialistas, a hanseníase não se manifesta apenas por manchas. É preciso observar:

  • Áreas da pele que não suam ou que perderam os pelos;
  • Sensação de formigamento ou fisgadas nos braços e pernas;
  • Diminuição da força muscular nas mãos e pés;
  • Queimaduras ou cortes na pele que o paciente não sente devido à perda de sensibilidade.

Tratamento e Cura

O tratamento é feito via poliquimioterapia (combinação de antibióticos) e dura de seis a 12 meses. Um ponto crucial para o controle da doença é que, logo após a primeira dose da medicação, o paciente deixa de transmitir a bactéria para outras pessoas, eliminando o risco de contágio para familiares e amigos.

A SES-MG mantém o alerta para que a população não ignore sinais persistentes na pele, reforçando que a informação de qualidade é a melhor ferramenta para quebrar o preconceito e garantir uma vida saudável aos pacientes.

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