Sonny Clay Dutra, de 43 anos, foi detido pelo Deoesp em uma boate na noite de sexta-feira (09/01). Investigado era responsável pela logística internacional de pasta base de cocaína para Minas Gerais e outros estados.
Divinópolis, MG — Em uma operação de inteligência coordenada pelo Departamento de Operações Especiais (Deoesp), a Polícia Civil de Minas Gerais efetuou a prisão de Sonny Clay Dutra, figura central no narcotráfico nacional. A captura ocorreu na noite de sexta-feira (09/01) em um estabelecimento noturno em Divinópolis, no Centro-Oeste mineiro, sem que disparos fossem efetuados ou houvesse feridos.
Sonny Clay não era apenas um alvo estadual; seu nome figurava na seleta lista dos criminosos mais procurados do Brasil, elaborada pelo Ministério da Justiça, devido à sua influência na entrada de entorpecentes no país.
Perfil do Investigado e Logística do Crime
De acordo com as investigações, Sonny Clay exercia uma função estratégica de “intermediário de luxo” e gestor logístico.
- Atuação Internacional: Ele estruturava a vinda de carregamentos de pasta base de cocaína de países que fazem fronteira com o Brasil.
- Distribuição: A droga era enviada para Minas Gerais e, a partir de bases logísticas, redistribuída para diversos outros estados.
- Condenações: O preso já possui uma condenação superior a 11 anos de reclusão e possuía mandados de prisão em aberto por tráfico e associação criminosa.
A Prisão em Divinópolis
O monitoramento dos passos de Sonny Clay levou os agentes de Belo Horizonte até Divinópolis. O vídeo da ação mostra que a abordagem foi planejada para surpreender o investigado em um momento de distração dentro da boate.
“Ele é seguramente o maior traficante de pasta base de cocaína no estado. Sua prisão desarticula uma importante peça na engrenagem do tráfico em larga escala”, afirmou o delegado Davi Batista Gomes durante coletiva de imprensa.
Próximos Passos
Após a detenção, o homem foi levado sob forte escolta para a capital mineira. A audiência de custódia está marcada para a tarde deste sábado (10/01) no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. A Polícia Civil agora concentra esforços em identificar as ramificações financeiras da organização e outros nomes que auxiliavam Sonny Clay na lavagem de dinheiro e no transporte das cargas.













