Suspeita realizou diversas compras fraudulentas em lojas comerciais nos últimos dias. Investigada já possui histórico criminal e foi localizada após denúncia de lojistas; produtos como piscina inflável e cosméticos foram apreendidos.
Lagoa da Prata, MG — Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) resultou na prisão em flagrante de uma mulher de 19 anos nesta segunda-feira (12/01), em Lagoa da Prata. A jovem é acusada de liderar uma série de estelionatos contra estabelecimentos comerciais da região central, utilizando comprovantes de transferência via Pix adulterados para simular pagamentos.
A ação foi desencadeada após comerciantes lesados procurarem a delegacia para relatar que as vendas realizadas nos dias 11 e 12 de janeiro não haviam sido compensadas financeiramente, apesar do envio de imagens de comprovantes pela suspeita.
A Prisão e a Recuperação dos Bens
Munidos das informações de entrega dos produtos, os agentes do setor de inteligência se deslocaram até o endereço indicado, onde flagraram a suspeita em posse de diversos materiais de procedência ilícita.
- O “Modus Operandi”: A investigada escolhia os produtos via atendimento remoto ou presencial, apresentava um print de tela falsificado e solicitava a entrega.
- Diversidade de Itens: No imóvel, a polícia apreendeu uma variedade curiosa de produtos, que iam de itens de lazer a suprimentos básicos, incluindo uma piscina inflável, batatas chips, leite em pó, suplementos, diversos cosméticos (sérum e hidratantes) e até testes de gravidez.
Histórico e Tipificação do Crime
De acordo com a Polícia Civil, a jovem já possui passagens pela polícia pelo mesmo tipo de crime. Desta vez, ela foi autuada em flagrante por:
- Estelionato (Art. 171 do CP): Obter vantagem indevida mediante prejuízo alheio.
- Uso de Documento Falso (Art. 304 do CP): Pela apresentação dos comprovantes manipulados.
Após a lavratura do auto de prisão, ela foi encaminhada ao sistema prisional, onde aguardará a audiência de custódia.
Convocação às Vítimas
O delegado responsável pelas investigações, Hans Baia, reforçou que a continuidade do inquérito busca identificar outras ramificações e, principalmente, outras vítimas. “A suspeita pode ter praticado outros delitos no comércio local. Eventuais vítimas devem procurar a Polícia Civil para registro da ocorrência”, alertou o delegado.
A autoridade policial orienta os lojistas a sempre conferirem o saldo da conta bancária da empresa antes de liberar mercadorias ou efetuar entregas, não confiando exclusivamente em capturas de tela enviadas por clientes.













