Sargento Rodrigo da Silva Pereira foi emboscado na porta de casa por “atrapalhar” atividades ilícitas na cidade. Operação de resposta imediata já contabiliza cinco prisões e dois óbitos em confrontos com a PM.
Campo Belo, MG — O assassinato do Sargento Rodrigo da Silva Pereira, ocorrido na noite de quarta-feira (04/03), não foi um crime aleatório, mas uma execução planejada para frear o combate ao crime organizado em Campo Belo. A confirmação veio durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (05/03) pelo Major Marcos Paulo Abranches Teixeira, comandante da 161ª Cia PM, baseada em depoimentos de suspeitos capturados.
A Confissão e o Motivo
Segundo o comando da PM, um dos cinco homens presos até o momento foi categórico ao explicar a motivação: o Sargento Rodrigo era um militar extremamente atuante e “incisivo”, cujas operações estavam causando prejuízos financeiros e logísticos à organização criminosa que tenta se estabelecer no município. “Nas palavras deste criminoso, o sargento estava atrapalhando as atividades do grupo”, destacou o Major.
Dinâmica do Crime
O militar foi morto por volta das 21h de quarta-feira. Ele chegava à sua residência em um Fiat Palio, acompanhado do filho, quando foi abordado por uma motocicleta com dois ocupantes. Câmeras de monitoramento registraram o momento em que os disparos foram efetuados à queima-roupa contra a janela do motorista. O sargento chegou a ser socorrido por familiares, mas faleceu pouco depois.
[Image showing a black ribbon over the PMMG 6ª Região logo, with a photo of Sgt Rodrigo in dress uniform]
Resposta Imediata: Cerco e Bloqueio
Desde o momento do crime, uma megaoperação foi montada com o apoio do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) e militares de regiões vizinhas. O balanço parcial da ofensiva inclui:
- 05 Prisões: Integrantes da cúpula e executores da logística do crime;
- 02 Mortes em Confronto: Dois suspeitos que reagiram à abordagem policial foram baleados e morreram. Um deles foi identificado como o condutor da motocicleta utilizada na execução;
- Apreensões: Armas e veículos vinculados à organização foram retirados de circulação.
Luto e Vigilância
O clima na 161ª Cia PM é de luto, mas de prontidão. O Sargento Rodrigo era respeitado pela tropa e pela comunidade por sua integridade e dedicação. O comando da PM ressaltou que as buscas não cessarão até que todos os envolvidos, incluindo possíveis mandantes, estejam atrás das grades. “A resposta do Estado será proporcional à gravidade deste atentado contra a ordem pública”, concluiu o Major Marcos Paulo.













