Debate na Câmara Municipal reuniu Executivo, Legislativo e representantes da estatal. Comerciantes relatam perdas de mercadorias e máquinas queimadas; ampliação de subestação é apontada como causa de instabilidade temporária.
Arcos, MG — O plenário da Câmara Municipal de Arcos foi o centro de um debate crucial para a economia local nesta quinta-feira (12/03). A audiência pública, convocada pelo vereador João Paulo Ferreira, buscou respostas definitivas para a crise no fornecimento de energia elétrica que assola o município. O encontro expôs o abismo entre os investimentos prometidos pela CEMIG e a realidade de prejuízos acumulados por cidadãos e empresários.
O Peso do Prejuízo
Durante a sessão, os parlamentares apresentaram um dossiê de reclamações colhidas junto à população. O impacto das oscilações de voltagem atinge desde o pequeno comerciante, que perde estoques de produtos perecíveis, até grandes indústrias de calcário — setor vital para Arcos e para o agronegócio nacional. “É a pequena venda do bairro ao empresário que precisa manter empregos”, pontuou o vereador João Paulo.
Posicionamento Técnico da CEMIG
O gerente regional de serviço de campo, Antônio Lima, representou a estatal mineira. Ao ser confrontado sobre quando o problema cessaria, Lima adotou um tom de cautela técnica. O gerente afirmou que “zerar picos de energia o sistema não zera” e que dar tal garantia seria uma atitude leviana.
O Compromisso da Companhia:
- Plano de Manutenção: A garantia oferecida pela CEMIG é o cumprimento rigoroso do plano de manutenção preventiva.
- Modernização: As oscilações foram justificadas como reflexo das obras de ampliação da Subestação de Arcos, um investimento que, segundo a empresa, garantirá estabilidade a longo prazo após a conclusão.
[Image showing a wide shot of the Arcos City Council chamber during the public hearing, with the CEMIG manager speaking at the podium and regional authorities listening attentively]
Cobranças Institucionais
O prefeito Dr. Wellington Roque, que já havia cumprido agenda na sede da CEMIG em BH no início da semana, reiterou a cobrança por um planejamento mais eficaz que inclua a poda de árvores no centro urbano, cujos galhos têm causado danos frequentes à fiação.
O deputado estadual Antônio Carlos Arantes também marcou presença, exigindo um “projeto alternativo de reforço” para que a cidade não fique vulnerável durante o período de obras, que deve se estender até o final de 2026.
Conclusão e Transparência
A audiência terminou com o compromisso da Câmara e da Prefeitura de continuarem fiscalizando os indicadores de qualidade da CEMIG. A população foi orientada a formalizar todas as reclamações de aparelhos danificados para garantir os processos de ressarcimento previstos pela legislação da ANEEL.













