Vítimas são uma adolescente de 13 anos e uma criança de 3 anos, ambas parentes do suspeito. Prisão preventiva foi cumprida nesta terça-feira (20/01) após relatos de abusos recorrentes e escuta especializada.
Iguatama, MG — Uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) resultou na prisão preventiva de um idoso de 70 anos, acusado de cometer estupro de vulnerável contra dois parentes em Iguatama. A prisão, ocorrida nesta terça-feira (20/01), é o desfecho de uma investigação delicada que trouxe à tona relatos de abusos sistemáticos cometidos pelo suspeito, que gozava de uma relação de confiança com a família das vítimas.
O Esquema de Abuso e o Rompimento do Silêncio
As investigações apontam que o investigado utilizava-se da proximidade familiar e da responsabilidade informal que detinha sobre os menores para praticar os crimes.
- A Adolescente: A vítima de 13 anos relatou que os abusos ocorriam com frequência. Em um episódio específico, durante uma viagem a Campos Altos, o idoso teria oferecido presentes como moeda de troca para exigir atos sexuais.
- O Gatilho da Denúncia: O medo de desestruturar a família manteve a jovem em silêncio até que ela suspeitou estar grávida. Após o exame dar negativo, o alívio deu lugar à coragem de relatar o ocorrido à avó (irmã do investigado).
Vítima de Apenas 3 Anos
O que já era grave tornou-se ainda mais alarmante durante as apurações. A Polícia Civil descobriu que o irmão da adolescente, um menino de apenas 3 anos de idade, também foi submetido a atos libidinosos. A confirmação veio por meio de escuta especializada, técnica conduzida por profissionais para colher depoimentos de crianças sem gerar novos traumas.
Ação Judicial e Penalidades
Com base nos depoimentos e evidências, o delegado Emmanuel Robson Gomes representou pela prisão preventiva, medida que contou com o parecer favorável do Ministério Público para garantir a ordem pública e a segurança das vítimas.
- Pena Prevista: O crime de estupro de vulnerável (Art. 217-A do Código Penal) é hediondo. Devido à continuidade dos atos e ao vínculo de parentesco, a condenação pode ultrapassar os 15 anos de reclusão.
O investigado foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça. A Polícia Civil reforça a importância de que famílias fiquem atentas a mudanças repentinas de comportamento em crianças e adolescentes e que denunciem qualquer suspeita pelo Disque 100 ou diretamente nas delegacias.













