Índice de 5,8% enquadra o município em zona de perigo para arboviroses. Relatório técnico revela que a maioria dos focos está em objetos domésticos de uso diário; Coordenação de Endemias convoca mutirões e pede apoio da população.
Arcos, MG — A Secretaria Municipal de Saúde de Arcos divulgou, neste sábado (24/01), os resultados do primeiro Levantamento Rápido de Índice para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2026. Os dados são alarmantes: com um índice de infestação predial de 5,8%, a cidade atingiu o patamar de “Alto Risco” para a transmissão de arboviroses, conforme os critérios da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.
O levantamento, realizado entre 12 e 16 de janeiro, mostra que o Índice de Breteau chegou a 7,5 — o que significa que, para cada 100 imóveis visitados, os agentes encontraram quase oito recipientes com larvas do mosquito.
O Mapa da Infestação: Onde o Mosquito se Esconde
O relatório técnico assinado por Magno Luiz dos Santos desconstrói o mito de que o mosquito nasce apenas em terrenos baldios. A análise dos tipos de depósitos revela um padrão doméstico de reprodução:
- Depósitos Tipo B (34,9%): Vasos e pratos de plantas, bebedouros de animais domésticos, objetos religiosos e recipientes de degelo atrás de geladeiras lideram a lista de criadouros.
- Estruturas de Imóveis (21,7%): Calhas entupidas, ralos, tanques em obras e piscinas sem tratamento aparecem como o segundo maior desafio.
- Lixo e Sucata (35%): O descarte irregular de pneus, garrafas e plásticos completa o quadro de risco.
Comparativo e Tendência
Embora o índice atual de 5,8% seja inferior aos 9,9% registrados em janeiro de 2025, houve um crescimento nítido em relação a outubro do ano passado, quando a taxa era de 4,7%. Especialistas indicam que o combo de “chuvas intensas + altas temperaturas” criou o ambiente perfeito para a eclosão acelerada dos ovos do Aedes.
Estratégia de Combate
O coordenador municipal de endemias, Geraldo Moura, informou que os dados já foram discutidos com a Regional de Saúde de Divinópolis para traçar novas frentes de ação.
- Ação Governamental: Intensificação de mutirões de limpeza, recolhimento de pneus e tratamento focal em locais de difícil acesso.
- Corresponsabilidade: A principal arma contra a epidemia continua sendo a vistoria semanal realizada pelo próprio morador. “Não podemos esperar apenas pelo agente. A maioria dos focos está em objetos que usamos todos os dias”, alertou Moura.
Serviço e Denúncias
A população pode colaborar denunciando imóveis fechados com possíveis focos ou terrenos com acúmulo de lixo.
- Endereço: Rua Augusto Lara, 383.
- Telefone/WhatsApp: (37) 3351-7133.
A prefeitura ressalta que a luta contra a dengue é um esforço conjunto entre saúde, limpeza urbana, comunicação e, principalmente, o cidadão arcoense.













