Tesoureiro do PCC Morre em Troca de Tiros com a Polícia Militar na Zona Rural de Capitólio

Gustavo Henrique Amâncio, apontado como gestor financeiro da facção em Campinas e Florianópolis, estava escondido em um sítio. Suspeito reagiu à tentativa de prisão e foi baleado em confronto com equipes do Gepam e Polícia de Meio Ambiente.

Capitólio, MG — Uma operação coordenada entre as polícias de Minas Gerais e São Paulo resultou, na manhã desta segunda-feira (09/02), na localização de um importante membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em Capitólio. O desfecho da ação, no entanto, foi marcado por um intenso confronto armado que culminou na morte de Gustavo Henrique Amâncio, de idade não revelada.


Inteligência e Localização

A ação foi desencadeada a partir de informações estratégicas da Polícia Civil do Estado de São Paulo. Os investigadores paulistas monitoravam o paradeiro de Gustavo, que exercia a função de “tesoureiro” da organização criminosa, coordenando a movimentação financeira da facção nas regiões de Campinas (SP) e Florianópolis (SC).

Com a confirmação de que o foragido estaria utilizando um imóvel rural em Capitólio como esconderijo, as autoridades mineiras mobilizaram equipes do Grupo Especial de Policiamento Ambiental (Gepam) e do Batalhão de Polícia Militar de Meio Ambiente para realizar o cerco.

O Confronto

De acordo com o boletim de ocorrência, ao chegarem no sítio para o cumprimento do mandado de prisão, os militares foram recebidos a tiros pelo suspeito. Diante da injusta agressão, os policiais revidaram, atingindo Gustavo.

Os próprios militares prestaram socorro imediato, encaminhando o suspeito à Santa Casa de Capitólio. Apesar dos esforços da equipe médica, o óbito foi confirmado pouco tempo após a entrada na unidade de saúde.

Histórico Criminal

Gustavo Henrique Amâncio era considerado um alvo de alta periculosidade devido ao seu cargo de confiança dentro da hierarquia do PCC. Além da gestão financeira, ele era investigado por envolvimento em grandes esquemas de logística para o tráfico interestadual de drogas. O mandado de prisão em aberto que motivou a operação era fruto de investigações complexas sobre lavagem de dinheiro.

Perícia e Investigação

O local do confronto foi isolado para os trabalhos da perícia técnica da Polícia Civil, que apreendeu a arma utilizada pelo suspeito e outros materiais que estavam no sítio. A investigação agora busca identificar quem forneceu abrigo ao tesoureiro da facção em Minas Gerais e se o local estava sendo utilizado para reuniões ou armazenamento de ilícitos.

A Polícia Militar reforçou o patrulhamento na zona rural de Capitólio e cidades vizinhas para garantir a ordem pública após o incidente.

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