História de Bruno Drummond de Freitas foi compartilhada pela ex-ginasta Lais Souza. Substância promissora no tratamento de lesões medulares permitiu que paciente, antes diagnosticado com tetraplegia completa, voltasse a andar.
Brasil — Um marco histórico para a ciência brasileira e para a medicina regenerativa mundial ganhou destaque nesta semana. A ex-atleta olímpica Lais Souza utilizou suas redes sociais para celebrar a recuperação de Bruno Drummond de Freitas, o primeiro paciente a participar do tratamento experimental com polilaminina, uma substância desenvolvida para promover a regeneração de tecidos nervosos após lesões na medula espinhal.
Do Diagnóstico à Recuperação
Bruno sofreu um grave acidente automobilístico em abril de 2018, que resultou em fraturas nas vértebras C6 e T8. O diagnóstico inicial foi devastador: lesão medular completa na região cervical, o que o enquadrava no quadro de tetraplegia.
Entretanto, após ser submetido ao tratamento com polilaminina, Bruno apresentou uma evolução considerada extraordinária pela comunidade acadêmica. Em imagens recentes, o paciente demonstra uma recuperação funcional quase total, realizando atividades do cotidiano de forma independente e caminhando com firmeza, mantendo apenas sequelas residuais mínimas.
O Que é a Polilaminina?
A polilaminina é uma molécula sintetizada que atua como um “andaime” ou suporte para as células nervosas. Ela simula propriedades da matriz extracelular do sistema nervoso, facilitando o crescimento de neurônios e a reconexão de fibras nervosas interrompidas pela lesão. O desenvolvimento dessa tecnologia é fruto de anos de pesquisa nacional, posicionando o Brasil como um player estratégico na busca pela cura da paralisia.
“Ápice da Recuperação”
Lais Souza, que também convive com a tetraplegia desde 2014 e é uma das maiores entusiastas do tratamento, descreveu Bruno como o “protagonista de um marco histórico”. Segundo ela, o sucesso deste caso abre portas para que outros pacientes tenham acesso a protocolos semelhantes no futuro. “Hoje, Bruno se encontra no ápice de sua recuperação, tornando-se 100% independente”, afirmou a ex-ginasta.
Futuro das Pesquisas
Embora os resultados de Bruno sejam animadores, os especialistas reforçam que o tratamento ainda segue protocolos rigorosos de estudo e que cada organismo reage de forma distinta. O próximo passo da ciência brasileira é ampliar os ensaios clínicos para garantir a segurança e a eficácia da polilaminina em larga escala, buscando a aprovação dos órgãos regulatórios para uso clínico geral.













