Coordenador dos trabalhos de transição aponta déficit estimado em R$ 9 bilhões para 2027, endividamento estadual e problemas na malha rodoviária e na saúde.
BELO HORIZONTE (MG) — A equipe de transição da futura gestão do governador eleito Cleitinho Azevedo (Republicanos) deu início aos trabalhos de avaliação e diagnóstico das contas públicas e da estrutura administrativa do Estado de Minas Gerais. O vice-governador eleito e coordenador da transição, Luiz Eduardo Falcão (Republicanos), apresentou um panorama sobre as dificuldades fiscais e operacionais projetadas para o início do próximo mandato, em 2027.
Segundo os dados levantados pela coordenação, o Estado enfrenta uma previsão de déficit orçamentário próximo de R$ 9 bilhões para o exercício de 2027, além de um montante consolidado da dívida com a União que ultrapassa os R$ 200 bilhões. O cenário de despesa superior à arrecadação exige a readequação de metas e a contenção de gastos prioritários.
Saúde, Infraestrutura e Diálogo Municipal
Além dos números orçamentários, o levantamento inicial aponta entraves diretos na prestação de serviços essenciais. Na infraestrutura, dados citados pela equipe indicam que aproximadamente 65% da malha rodoviária fiscalizada no estado encontra-se em condições inadequadas de trafegabilidade. Na saúde pública, o acúmulo de filas para a realização de cirurgias de urgência figura como uma das demandas mais urgentes para o próximo período.
Falcão, que presidiu a Associação Mineira de Municípios (AMM), salientou que o processo de transição manterá interlocução direta com os prefeitos e gestores municipais, considerando a concentração das demandas comunitárias nas cidades. Para embasamento das propostas, foram instituídas comissões de trabalho técnicas abrangendo áreas de Economia, Administração, Saúde, Educação, Meio Ambiente e Direito.













