Deslocamento de centenas de soldados da 10ª Divisão de Montanha e envio de drones MQ-9 Reaper integram nova ofensiva da gestão Trump na região.
WASHINGTON (EUA) — O Governo dos Estados Unidos iniciou a expansão de sua presença militar no continente latino-americano, fundamentando as ações na necessidade de endurecer o enfrentamento às redes de narcotráfico internacional. Conforme reportado em levantamento veiculado no domingo, 18 de outubro de 2026, pelo jornal The New York Times, o Pentágono determinou a mobilização inicial de centenas de militares da 10ª Divisão de Montanha do Exército americano — sediada em Nova York — para bases estratégicas na América Central e do Sul.
Os contingentes iniciaram desembarque em um centro de treinamento de operações em selva localizado no Panamá, prevendo-se a execução de exercícios conjuntos e assessoria a Forças Armadas da Colômbia e de Honduras.
Estratégia Operacional e Reorganização do Pentágono
A reformulação da diretriz militar norte-americana inclui o reposicionamento de aeronaves remotamente pilotadas (drones) de vigilância do modelo MQ-9 Reaper para territórios da Colômbia e do Equador. Simultaneamente, o Secretário de Defesa, Pete Hegseth, estabeleceu um escritório supervisor dedicado a cartéis sul-americanos e viabilizou a criação de uma estrutura de comando no Hemisfério Ocidental sediada em Miami, Flórida.
A ofensiva insere-se no âmbito da coalizão denominada “Escudo das Américas”, articulada por Washington junto a governos aliados para expandir a atuação — anteriormente restrita a interceptações marítimas no Caribe e Pacífico Oriental — para o ambiente terrestre.
Repercussões Diplomáticas e Soberania
A escalada militar dos Estados Unidos reacende controvérsias diplomáticas no continente. Representantes de organizações de direitos humanos e analistas geopolíticos apontam que operações armadas focadas na neutralização pontual de lideranças do crime costumam ter efeito limitado sobre a cadeia de produção e distribuição de drogas, além de elevarem o risco de baixas civis.
A articulação também suscita ressalvas quanto à preservação da soberania dos países latino-americanos e à ausência de parâmetros normativos delimitados em caso de escalada de conflitos diretos em solo regional.













