Brasileira É Presa na Indonésia Com Cocaína Líquida e Enfrenta Possibilidade de Pena de Morte

Suspeita de 36 anos foi flagrada com 3,6 quilos da substância em frascos de higiene pessoal no Aeroporto de Bali; legislação do país asiático prevê fuzilamento.

BALI (INDONÉSIA) — Uma cidadã brasileira de 36 anos foi presa em flagrante pelas autoridades policiais da ilha de Bali, na Indonésia, sob a acusação de tráfico internacional de entorpecentes. Conforme informações confirmadas nesta quinta-feira, 22 de outubro de 2026, a mulher desembarcou no país transportando mais de 3,6 quilos de cocaína líquida dissimulada no interior de embalagens de xampu e produtos de higiene pessoal.

Em depoimento preliminar à polícia local, a suspeita (identificada apenas pelas iniciais TCDS) afirmou que receberia a quantia de US$ 50 mil (aproximadamente R$ 249 mil) para realizar o transporte da substância a um destinatário na ilha.

Rigidez da Legislação e Precedentes Históricos

O episódio reacendeu o debate geopolítico e jurídico sobre a severidade do Código Penal da Indonésia no combate ao narcotráfico. O país asiático figura entre as nações que adotam a pena capital (execução por fuzilamento) ou a prisão perpétua para indivíduos condenados por porte e transporte de grandes volumes de drogas ilícitas.

A memória diplomática entre o Brasil e a Indonésia é marcada por casos similares. Em 2015, os brasileiros Marco Archer e Rodrigo Gularte foram executados por fuzilamento após condenações por tráfico em território indonésio. Contudo, em julgamentos posteriores, outros cidadãos nacionais escaparam da pena de morte e cumprem penas de reclusão em reformatórios do país, a exemplo de Manuela Farias (condenada a 11 anos) e Yuri Bezerra da Costa (sentenciado a 18 anos de prisão em fevereiro deste ano).

O embaixador e o corpo consular do Brasil na Indonésia acompanham os trâmites do processo investigativo para prestar a devida assistência jurídica e institucional prevista nos tratados internacionais.

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