Uberlândia e Belo Horizonte/Política e Eleições — Na etapa final do ciclo de entrevistas promovido pela TV Integração com postulantes ao Palácio Tiradentes, o ex-prefeito de Belo Horizonte e candidato ao Governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), delineou os pilares estratégicos de sua plataforma eleitoral. Durante o programa veiculado para regiões que incluem o Triângulo, Alto Paranaíba, Noroeste e o Centro-Oeste mineiro, o candidato tratou de diretrizes para o endividamento estadual, transporte rodoviário, saúde pública e segurança, conforme registro transmitido nesta sexta-feira (04/09/2026).
Equilíbrio Fiscal e Renegociação da Dívida Diante de um quadro de descompasso orçamentário que projeta um déficit em torno de R$ 11 bilhões nas contas do Estado, Kalil frisou que qualquer ação administrativa dependerá de rigor financeiro:
- Enxugamento Administrativo: Propôs um “choque de gestão” para cortar gastos com cargos e estruturas burocráticas comissionadas da máquina pública estadual;
- Repactuação com a União: Defendeu a formatação de um programa federativo de refinanciamento nos moldes de um Refis, atrelando pagamentos a um percentual fixo da arrecadação corrente para evitar que o Estado funcione apenas para custeio de folha funcional;
- Aporte para a Indústria: Para o estímulo econômico em polos regionais fabris, como o Centro-Oeste e Divinópolis, indicou o uso de linhas de fomento via Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e BNDES para agregação de valor na cadeia produtiva em substituição a incentivos de renúncia fiscal.
Infraestrutura Viária e Posicionamento sobre Estatais O candidato detalhou divergências metodológicas sobre a participação da iniciativa privada na administração pública:
- Rodovias e BR-262: Declarou apoio a modelos de concessão desde que haja viabilidade operacional comprovada e contrapartida imediata de obras estruturantes, destacando a necessidade prioritária de duplicação total da BR-262, rota crucial de escoamento e transporte entre o Triângulo Mineiro, o Centro-Oeste e Belo Horizonte;
- Manutenção Pública da Copasa: Contrapôs-se categoricamente aos planos de desestatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), argumentando que o modelo deve manter controle público estatal eficiente para assegurar tarifas adequadas e investimentos sociais contínuos.
Diretrizes para Saúde e Responsabilidade em Segurança Questionado sobre o atendimento às demandas sociais e o quadro dos servidores:
- Regionalização Hospitalar: Pontuou que as filas de procedimentos eletivos decorrem da ausência de planejamento logístico, propondo diferenciar hospitais de urgência (“porta aberta”) e unidades de alta complexidade regulada (“porta fechada”), além de tratar o suporte de saúde mental aos servidores como emergência clínica;
- Efetivo Policial: Embora tenha reconhecido um déficit aproximado de 7.600 servidores nas forças de segurança e perdas salariais históricas, evitou fixar prazos para novas contratações imediatas em razão da restrição fiscal;
- Segurança Alimentar: Para a população em situação de vulnerabilidade, defendeu a instalação e descentralização de restaurantes populares em polos urbanos mineiros ao longo do próximo ciclo orçamentário.













