Ofício foi entregue à Assembleia Legislativa e transição ocorre oficialmente neste domingo (22). Mateus Simões toma posse na ALMG e assume o comando do Palácio Tiradentes com o compromisso de continuidade administrativa até o fim do mandato.
Belo Horizonte/MG — Minas Gerais presencia neste domingo (22/03) uma das trocas de comando mais significativas de sua história recente. Romeu Zema (Novo) oficializou sua renúncia ao cargo de governador, cumprindo o prazo legal para a desincompatibilização necessária à sua pré-candidatura à Presidência da República nas Eleições 2026. Com a vacância, o vice-governador Mateus Simões (PSD) assume a chefia do Executivo Estadual.
O Rito de Transmissão
A agenda deste domingo é marcada por protocolos solenes que reforçam a estabilidade das instituições mineiras:
- Assembleia Legislativa (ALMG): Simões participa de reunião solene onde presta o compromisso constitucional, assina o termo de posse e profere seu primeiro discurso como governador de fato.
- Palácio da Liberdade: O local histórico serve de palco para a transmissão simbólica da faixa e do cargo. Romeu Zema faz seu pronunciamento de despedida, recapitulando as ações de seu governo e projetando seus novos desafios nacionais.
O Perfil do Novo Governador
Mateus Simões, professor e advogado, vinha ganhando protagonismo na gestão Zema, atuando na linha de frente de negociações estratégicas com o Legislativo e em crises operacionais, como as recentes enchentes no estado. Ao assumir, Simões herda a responsabilidade de manter o equilíbrio fiscal e dar andamento às obras de infraestrutura e parcerias público-privadas iniciadas por seu antecessor.
Impacto nas Eleições 2026
A renúncia de Zema antecipa o xadrez eleitoral. Livre das funções administrativas, o agora ex-governador deve iniciar uma agenda intensa de viagens pelo Brasil para consolidar seu nome como a principal via da direita/centro-direita. Em Minas, a ascensão de Simões coloca o PSD em uma posição de poder estratégica, podendo influenciar diretamente as alianças para a sucessão estadual e para as bancadas federal e estadual.
Continuidade Administrativa
Em suas notas oficiais, o novo governo assegura que não haverá rupturas. O secretariado deve permanecer majoritariamente técnico, seguindo as diretrizes de austeridade e eficiência que marcaram a gestão desde 2019. Para os mineiros, a expectativa gira em torno da manutenção do ritmo de investimentos em saúde e segurança pública, áreas que registraram índices históricos nos últimos meses.













