Senador reuniu apoiadores em Divinópolis na noite de quarta-feira e alegou liderança nas pesquisas de opinião. Impasse com o Republicanos exige composição interna para homologação do registro em julho de 2026.
Divinópolis/Política — A corrida eleitoral para a sucessão do Palácio Tiradentes registrou um novo capítulo de tensão partidária na noite de quarta-feira (29/07/2026). Em ato público e coletiva de imprensa promovidos na Praça do Santuário, no Centro de Divinópolis, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) declarou que manterá sua pré-candidatura ao Governo do Estado de Minas Gerais, rebatendo os anúncios de desistência formalizados no mesmo dia pelo presidente nacional de sua legenda, Marcos Pereira.
Pronunciamento no Centro-Oeste e Justificativa das Pesquisas
A manifestação pública do parlamentar ocorreu horas após dirigentes do Republicanos confirmarem o recuo do senador e indicarem aliança com o pré-candidato Marcelo Aro (PP).
Perante apoiadores e lideranças regionais — ao lado do prefeito de Patos de Minas, Luís Eduardo Falcão —, Cleitinho condicionou seu posicionamento aos índices de aprovação aferidos nos recentes levantamentos de amostragem (como o estudo do Instituto Quaest):
- Liderança nas Amostragens: “Em todos os cenários eu lidero as pesquisas. A última pesquisa mostra que eu tenho 40% de aprovação. A voz do povo é a voz de Deus. Eu serei candidato!”, declarou o senador durante o evento;
- Pedido de Desculpas à Sigla: Cleitinho reconheceu o mal-estar gerado pela sua ausência na convenção estadual do dia 25 de julho e atribuiu o silêncio ao processo de luto vivenciado por sua família após o falecimento do irmão caçula, Matheus Azevedo, no dia 18 de julho;
- Ofício à Presidência: O parlamentar relatou ter endereçado uma carta formal à executiva nacional solicitando a revisão da posição partidária e a manutenção da chapa pelo Republicanos.
Regra Eleitoral e Impasse de Legenda
A declaração de Cleitinho impõe um nó cego jurídico-partidário no xadrez político mineiro. Pela legislação eleitoral vigente para o pleito de 2026, o prazo limite para troca de domicílio partidário sem perda de mandato ou inelegibilidade encerrou-se no dia 4 de abril.
Dessa forma, o senador não possui margem legal para se filiar a outra agremiação e disputar o Executivo estadual neste ano. A oficialização da candidatura depende exclusivamente da inclusão de seu nome na ata final da convenção do próprio Republicanos e de sua validação perante o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) no transcorrer deste mês de julho de 2026.













