Homem é Preso em Campo Belo após Matar a Mãe e Tentar Enganar a Polícia com Falso Desaparecimento

Rosilene Pedro da Silva Pereira, de 52 anos, foi morta no último domingo (5); suspeito de 27 anos conviveu com o corpo na residência até ser descoberto pela Polícia Civil nesta quarta-feira. Investigadores desconfiaram da versão apresentada pelo filho em boletim de ocorrência registrado na terça.

Campo Belo, MG — A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) desvendou, nesta quarta-feira (08/04), um crime de extrema gravidade no bairro Arnaldos, em Campo Belo. Um homem de 27 anos foi preso em flagrante sob a acusação de matar a própria mãe e ocultar o fato durante três dias. O caso, marcado por requintes de frieza, envolveu uma tentativa frustrada do suspeito de simular o desaparecimento da vítima para evitar a ação das autoridades.


A Cronologia do Crime

De acordo com o levantamento inicial da delegacia regional, o homicídio teria ocorrido ainda no domingo (05/04), no interior da residência da família, localizada na Rua Leopoldina Cardoso Monteiro. Durante todo o início da semana, o suspeito permaneceu no imóvel onde o corpo de Rosilene Pedro da Silva Pereira estava.

Na terça-feira (7), em uma manobra para afastar suspeitas, o homem compareceu à delegacia para registrar o desaparecimento da mãe. No entanto, as inconsistências em seu relato e o comportamento nervoso chamaram a atenção dos agentes, que decidiram realizar uma diligência na residência no dia seguinte.

O Flagrante e a Perícia

Ao entrarem no imóvel nesta quarta-feira, os policiais localizaram o corpo de Rosilene. A perícia técnica foi imediatamente acionada para realizar a coleta de vestígios e determinar a causa exata da morte — se por asfixia, uso de objeto perfurocortante ou agressão física.

  • Vítima: Rosilene Pedro da Silva Pereira, 52 anos.
  • Suspeito: O filho, de 27 anos, cujo nome não foi oficialmente divulgado até a ratificação do flagrante.


Motivação em Apuração

O suspeito foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Campo Belo, onde foi ouvido pela autoridade policial. O delegado responsável pelo caso deverá tipificar o crime como homicídio qualificado, possivelmente agravado pelo feminicídio e ocultação de cadáver. Os investigadores agora buscam entender se havia histórico de violência doméstica ou se o crime foi motivado por questões financeiras ou desavenças familiares recentes.

Impacto na Comunidade

O bairro Arnaldos, onde a família residia, está consternado. Vizinhos descreveram Rosilene como uma pessoa tranquila, o que aumenta a perplexidade diante da violência do ato praticado pelo próprio filho. O corpo foi encaminhado pela funerária local ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames de necropsia.

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