Acidente ocorreu minutos após decolagem do Aeroporto da Pampulha nesta segunda-feira (4). Piloto reportou falhas técnicas à torre de controle antes do impacto no bairro Silveira; três sobreviventes seguem em estado grave no Hospital João XXIII enquanto CENIPA inicia investigações em 2026.
Belo Horizonte, MG — O início da tarde desta segunda-feira (04/05) foi marcado por cenas de pânico e destruição no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte. Um avião monomotor modelo EMB-721C, de fabricação nacional pela Embraer (conhecido como “Sertanejo”), colidiu contra um edifício residencial na Rua Ilacir Pereira Lima por volta das 12h25. O acidente, capturado em tempo real pela equipe do Globocop, resultou na morte do piloto e de um passageiro. Outros três ocupantes do veículo foram resgatados dos destroços com vida, mas em estado crítico.
Dinâmica da Queda
A aeronave decolou da pista do Aeroporto da Pampulha às 12h16. Segundos depois, o piloto entrou em contato com a torre de controle relatando dificuldades na sustentação da aeronave durante a subida.
- O Impacto: O avião atingiu a estrutura do prédio entre o terceiro e o quarto andar, especificamente na área da caixa de escadas. Segundo o Corpo de Bombeiros, esse ponto de impacto foi crucial para evitar uma tragédia ainda maior, pois evitou que a fuselagem invadisse os apartamentos laterais, que estavam ocupados no momento.
- Solo: Os destroços e parte da estrutura da aeronave acabaram projetados para a área de estacionamento do edifício.
Relatos de Pânico
Moradores descreveram um estrondo ensurdecedor seguido de escuridão total devido à poeira e aos estilhaços. O cheiro de combustível de aviação (AVGAS) rapidamente se espalhou pelo prédio, forçando a evacuação imediata coordenada pelos Bombeiros e Defesa Civil.
- Evacuação: Todos os moradores foram retirados do local. Três idosos que residiam nos andares superiores precisaram de auxílio especial para descer as escadas em segurança.
- Sem Vítimas no Prédio: Apesar do susto e dos danos materiais significativos à estrutura de alvenaria e escadaria, nenhum residente ficou ferido.
Investigação e Irregularidade
A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) informou que o monomotor, fabricado em 1979 e de propriedade privada, não tinha autorização para realizar táxi aéreo. Isso significa que a aeronave não poderia ser utilizada para transporte comercial remunerado.
- CENIPA: Investigadores do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos já estão no local realizando a coleta de dados e preservação de elementos.
- Polícia Civil: A perícia técnica trabalha na identificação das vítimas fatais e na análise das circunstâncias que levaram à queda em perímetro urbano densamente povoado.
Próximos Passos
O Hospital João XXIII confirmou a entrada dos três sobreviventes, que recebem cuidados intensivos devido a politraumatismos e queimaduras. A Defesa Civil de Belo Horizonte deve realizar uma avaliação estrutural completa no prédio atingido para determinar se houve abalo na fundação ou se os moradores poderão retornar aos seus lares nos próximos dias. A via onde ocorreu o acidente permanece interditada para o trabalho das equipes de remoção.













