Rede articulada no Telegram possuía plantas do Palácio do Planalto e manuais de explosivos. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em oito cidades em agosto de 2026.
Brasília/Segurança Pública e Inteligência — Uma operação ostensiva de inteligência cibernética conduzida pela Polícia Civil do Distrito Federal, em cooperação técnica com o Laboratório de Crimes Cibernéticos (Ciberlab) do Ministério da Justiça e Segurança Pública, desarticulou uma organização extremista que planejava a execução de atos terroristas e atentados com uso de artefatos explosivos em Brasília. Os detalhes da investigação foram confirmados nesta segunda-feira (10/08/2026).
Monitoramento de Grupos Clandestinos e Mapeamento de Alvos
A investigação identificou que a doutrinação e o planejamento tático ocorriam através de comunidades restritas no aplicativo de mensagens Telegram. O grupo principal contava com mais de 600 inscritos, enquanto um núcleo operacional composto por 46 integrantes trocava instruções específicas sobre logística e montagem de bombas.
O relatório do Ciberlab apontou para a gravidade das ameaças articuladas:
- Invasão a Prédios Públicos: O grupo possuía mapas de acesso e plantas baixas da arquitetura interna do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF);
- Sabotagem a Debate do 2º Turno: Entre os planos discutidos, figurava a intenção de detonar material explosivo no edifício destinado à transmissão do debate político entre os candidatos do 2º turno das Eleições de 2026;
- Instrução de Artefatos: Foram interceptadas apostilas com instruções para a fabricação de coquetéis Molotov, dosagem de produtos químicos para artefatos e cálculo de raio de impacto de explosões.
Cumprimento de Mandados e Enquadramento Penal
Com a consolidação do relatório de periculosidade, a polícia deflagrou ações de busca e apreensão na terça-feira (04/08), cobrindo oito municípios em cinco estados brasileiros. A investida visou apreender celulares, computadores e mídias físicas utilizadas para a disseminação de conteúdo de ideologia neonazista, misoginia, homofobia e incitação à violência.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, e delegados do caso enfatizaram que a ação preventiva evitou a consolidação de atentados reais.
Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, apologia ao nazismo, disseminação de símbolos totalitários e incitação ao crime. O material apreendido passa por perícia computacional na sede do Ciberlab, em Brasília, para a identificação de novos ramais de financiamento no decorrer do mês de agosto de 2026.













