Denúncia anônima mobilizou o Conselho Tutelar até a escola da vítima. Adolescente revelou histórico de ameaças e o suspeito fugiu após deixar criança de 2 anos com a avó em agosto de 2026.
Arcos/Segurança e Proteção à Infância — Uma ocorrência policial mobilizou o Conselho Tutelar, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e a Polícia Civil no município de Arcos, no Centro-Oeste mineiro. Um homem de 31 anos de idade é investigado sob a suspeita de praticar violência sexual contra a própria filha, uma adolescente de 14 anos. O caso foi formalizado no boletim de ocorrência lavrado na noite de sexta-feira (21/08/2026).
Acolhimento da Vítima e Relato de Ameaças
O procedimento teve início a partir do recebimento de denúncia anônima direcionada aos conselheiros tutelares, que se deslocaram até o estabelecimento de ensino onde a adolescente estuda para prestar os primeiros suportes protetivos:
- Histórico de Violações: Durante a escuta inicial realizada pelos órgãos de proteção, a jovem revelou que sofria atos de violência sexual praticados pelo pai há cerca de dois anos, apontando que o episódio mais recente teria ocorrido na última quarta-feira (19/08/2026);
- Coação Psicológica: A vítima explicou que não havia revelado os abusos anteriormente por temer represálias, relatando ter sofrido reiteradas ameaças verbais por parte do investigado para manter o silêncio;
- Encaminhamento Médico: O Conselho Tutelar conduziu a adolescente ao Hospital São José de Arcos para a realização de protocolos clínicos e acolhimento hospitalar, momento em que a genitora tomou ciência das declarações prestadas pela filha.
Fuga do Investigado e Diligências da Polícia
Durante as averiguações em campo para localizar o acusado, guarnições da Polícia Militar apuraram que o homem encontrava-se na guarda de outra filha, de aproximadamente 2 anos de idade:
- Abandono e Fuga: Antes da aproximação dos militares, o homem deslocou-se até a residência da avó materna da criança, entregou a menina sob os cuidados familiares e evadiu-se para local ignorado;
- Rastreamento Operacional: As viaturas realizaram buscas em diversos pontos do município, mas o suspeito não havia sido localizado até o encerramento do registro preliminar.
O caso foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Arcos, que ficará responsável pela condução do inquérito policial e pela requisição dos exames médico-legais e periciais pertinentes ao longo de agosto de 2026.













