Preço de venda às distribuidoras passa a R$ 3,05 por litro nesta quinta-feira (10/09/2026); medidas federais zeram tributos do etanol e elevam subsídio do diesel a R$ 2,12.
Brasília e Rio de Janeiro/Economia, Energia e Finanças Públicas — Entrou em vigor nesta quinta-feira (10/09/2026) uma reestruturação tributária e operacional na cadeia de combustíveis líquidos no Brasil. A Petrobras extinguiu a aplicação do desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A faturada às companhias distribuidoras, fixando a tarifa média das refinarias em R$ 3,05 por litro.
Contudo, o custo primário do combustível registrará retração líquida nas bombas: em edição extraordinária, o Palácio do Planalto publicou decreto elevando o alívio de tributos federais para R$ 0,63 por litro, garantindo um saldo final redutor de R$ 0,19 por litro em comparação com os valores praticados até quarta-feira (09/09).
Pacote Tributário: Etanol e Diesel Sob Subvenção
A ofensiva fiscal federal abrangeu outras duas matrizes cruciais de abastecimento e transporte:
- Zerar Impostos no Etanol: O decreto governamental zerou totalmente as alíquotas tributárias federais incidentes sobre o etanol hidratado, acarretando uma diminuição imediata estimada em R$ 0,19 por litro;
- Subvenção Extraordinária ao Diesel: Mediante Medida Provisória (MP), foi aprovada a concessão de um aporte subvencionado de R$ 1,00 por litro para o óleo diesel, acumulando-se ao incentivo de R$ 1,12 em vigor até 26 de setembro e alcançando um subsídio recorde de R$ 2,12 por litro.
As diretrizes econômicas foram formalizadas em um cenário de forte volatilidade cambial e geopolítica: os contratos futuros do barril de petróleo tipo Brent superaram a barreira dos US$ 100 em virtude da escalada militar no Oriente Médio. O diesel, em especial, carrega vulnerabilidade adicional, visto que mais de 25% do volume demandado no mercado interno brasileiro advém de rotas de importação.
Composição Média do Preço ao Consumidor Final
Segundo os parâmetros consolidados de formação tarifária regulados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o valor final repassado nas bombas resulta do seguinte rateio estrutural:
| Componente de Custo | Gasolina Comum (C) | Óleo Diesel |
| Parcela das Refinarias (Petrobras/Privadas) | 27,3% | 41,1% |
| Margem de Distribuição e Revenda | 24,6% | 25,9% |
| ICMS (Tributação Estadual) | 24,1% | 17,0% |
| Biocombustível Adicionado (Etanol Anidro / Biodiesel) | 13,7% | 11,3% |
| Tributos Federais (PIS/Cofins e Cide) | 10,3% | 4,7% |
No último boletim de monitoramento da ANP (coletado até 5 de setembro), o preço médio nacional da gasolina situava-se em R$ 6,51 por litro, o diesel S-10 marcava R$ 6,88 e o etanol hidratado era cotado a R$ 3,95. A transmissão do alívio tributário aos painéis dos postos revendedores ocorrerá de forma gradativa conforme a renovação dos estoques nas distribuidoras regionais neste mês de setembro de 2026.













